terça-feira, 30 de julho de 2013

Especialista aponta "neblina fatal" contra Helicoverpa armigera

“De nada adianta aplicar produtos eficientes, na época certa”, se o “tipo de neblina (pulverização) deposita apenas 2 a 6 % da quantidade de princípio ativo nos alvos, que são as lagartas ou os locais onde elas se movimentam”. É o que sustenta Marcos Vilela de Magalhães Monteiro, doutor em Agronomia e diretor do Centro Brasileiro de Bioaeronautica (CBB), em Sorocaba (SP).

O especialista explica que, “uma vez conhecidos os aspectos biológicos e epidemiológicos das pragas agrícolas e a eficiência biológica das moléculas usadas para seu controle (produtos) é fundamental conhecer o tipo de pulverização mais eficiente (neblina) para levar o produto para a praga e para o ecosistema habitado por elas”.

Vilela relembra que “as neblinas fatais para o controle de lagartas foram descobertas na década de 1960, com o  método de medição do tamanho das gotas de uma pulverização e sua localização em superfícies naturais [...] Um dos trabalhos mais importantes foi realizado pelo Dr. Chester Himel e sua equipe na Universidade da Georgia, USA, em 1965. Pesquisaram os tamanhos das gotas nas diferentes localizações e os depósitos de produtos nas lagartas, botões florais, brácteas e terminais das folhas dos ponteiros do algodão. Esse é o microambiente onde são depositados os ovos, nascem as lagartas e passam a parte mais prejudicial do seu ciclo, causando em poucos dias mais de 50% dos danos totais”.

“A unidade de medida dos diâmetros das gotas é o micrometro [µm] que é a milésima parte do milímetro. Nas brácteas, em 691 gotas medidas, 607  (88%) tinham 21 µm de diâmetro e a maior gota tinha 43 µm. Nos botões florais dentro dessas brácteas foram encontradas 63 gotas com 21 µm de diâmetro. Esses dados mostram que esse ambiente protege muito bem o bicudo e as lagartas das maçãs porque apenas gotas muito finas  são capazes de penetrar nele. Após um tratamento,  7 bicudos e 10 lagartas mortos  foram coletados e analisados. Todos os insetos tinham entre 1 e 4 gotas de 21 µm e um dos bicudos tinha 19 gotas de 21 µm”, explica.

O doutor em Agronomia informa como deve ser a “neblina fatal”: “Essas informações levaram o Dr, Himel a concluir que a ‘Gota de Maior Eficiência Biológica’ para o controle dessas pragas do algodoeiro é a gota com diâmetro próximo de 20 µm. Em 1975 em trabalho conjunto com o Dr. Solang Uk do Instituto de Tecnologia de Cranfield na Inglaterra que realizou pesquisa semelhante no Sudão, esse conceito foi revisto. Ficou definido que para a cultura do algodão as gotas mais eficientes têm diâmetro ao redor de 50 µm com variação de 18 µm para mais e para menos. 78% das gotas encontradas nas lagartas, em todos os trabalhos científicos realizados, tinham diâmetro inferior a 30 µm”.

“Para medir essas gotas muito finas a Organização Mundial da Saúde (OMS) desenvolveu  tecnologia baseada em um coletor rotativo que capta as gotas no ar com rotação adequada para não provocar turbulência. São capturadas  em laminas de vidro muito estreitas, untadas com Oxido de Magnésio e lidas com Microscópio reticulado. Tendo construído um desses sistemas de coleta rotativa para apoio a trabalho de controle do mosquito vetor da dengue, resolvemos adequar o sistema da OMS para coleta de neblinas de gota muito finas com o uso de cartões hidrosensíveis”, explica Vilela.

“Os resultados foram muito bons com coletas de gotas abaixo de 20 µm e densidades de gotas entre 400 e 1.600 gotas por cm2 por minuto de coleta . Criamos o  Kit de Medição de Gotas Finas  Kit-MGF já lançado no mercado. Essa é uma técnica avançada, prática e de baixo custo para capturar e avaliar se a neblina tem as características necessárias para o controle químico de pragas, doenças ou ervas daninhas. Se a neblina não for adequada, nova calibração deve ser feita no avião ou trator e a neblina reavaliada até que se obtenha uma de maior eficiência para o alvo a ser atingido”, conclui.

Encontrado em: Agrolink
Autor: Leonardo Gottems

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Triciclo feito com peças de trator é novidade no 10º Barretos Motorcycles

As novidades encontradas no Barretos Motorcycles não aparecem apenas na programação diversificada do evento, os visitantes também enriquecem o cenário. Uma das curiosidades que pode ser vista nesta edição é um triciclo feito com peças de trator.
A máquina foi elaborada pelo inventor de Cosmópolis/SP Elvis de Almeida (50), o Boby. Foram cerca de 5 anos trabalhando no sonho de fazer um triciclo gigante. E ele conseguiu. “Meu pai começou do zero e construiu essa máquina sozinho”, contou o filho do inventor Lewis Sawinsky.
O resultado de anos de dedicação é uma máquina exclusiva e diferenciada. O triciclo tem 3,05m de altura, 2,8m de largura, 6,4m de comprimento, pesa em torno de 5 toneladas e meia, tem motor Detroit 4 cilindros, potência de 220 cavalos, pode chegar a 152 km/h, além de fazer 2km/litro e ter tração e guidão hidráulicos. “Proporcionalmente é o maior triciclo do mundo”, disse Lewis. O triciclo é avaliado hoje em cerca de R$350 mil.

Foto(s): André Monteiro



Novo tanque de Guerra................

Soja: Com menos euforia no físico dos EUA, mercado recua na CBOT

Os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago registram sua terceira queda consecutiva na sessão desta quinta-feira (25). O mercado registra expressiva queda na sessão de hoje, com o vencimento agosto/13, por volta de 12h40 (horário de Brasília), trabalhando a US$ 13,64/bushel, com recuo de 28,50 pontos. Nos demais contratos, baixas de mais de 30 pontos.
A pressão para os preços vem, principalmente, do momento vivido pelo mercado físico norte-americano. Segundo explicaram analistas, os produtores norte-americanos aproveitaram os recentes bons preços para venderem o que ainda restava da soja da safra velha - 2012/13, e a entrada desse volume pesou sobre os preços, os prêmios e ainda sobre o mercado do farelo de soja que, pelo terceiro dia seguido, opera em limite de baixa.
Os sojicultores aproveitaram o vencimento agosto cotado a mais de US$ 15 por bushel, efetivaram suas vendas, os compradores - principalmente esmagadoras locais - garantiram parte de sua matéria prima e acabaram alongando seus estoques por alguns dias. Como explicou João Schaffer, analista de mercado da Agrinvest, as processadoras se abasteceram por cerca de duas a três semanas, período mais confortável do que o que vinha sendo registrado dada a baixa disponibilidade da oleaginosa, diminuindo os prêmios internos e a procura pela soja no mercado físico americano, refletindo de forma negativa nos preços em Chicago.
"Diminui o prêmio do processador, o prêmio do elevador, que diminui o prêmio em porto, o que faz as cotações caírem", explica Schaffer.
Para o analista, esse é um movimento pontual do mercado, já que há ainda uma media de 40 dias até a entrada da nova safra dos EUA e a oferta no mercado interno do país ainda é restrita. 
Fonte: Notícias Agrícolas // 

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Coisa de cinema: Estudo revela que plantas comunicam-se através do solo


Um estudo da Universidade de Aberdeen, na Escócia, descobriu que os vegetais podem comunicar-se entre si através do solo. Essa hipótese havia sido explorada pela ficção científica no filme “Avatar”, do diretor James Cameron (2009).

O estudo conduzido pelo doutor David Johnson mostrou que, quando certas doenças afetam as plantas, elas avisam suas vizinhas mais próximas através de um fungo de solo. O ‘mensageiro’ como que ‘alerta’ outros vegetais para que acionem genes que combatam o problema.

Conforme publicado pelo jornal científico “Ecology Letters”, as pesquisas iniciaram com uma descoberta na China, em 2010. Os pesquisadores monitoraram um pé de tomate infectado por uma praga que ‘avisou’ às plantas mais próximas. Nessa época, ainda não haviam identificado como acontecia a comunicação.

O entendimento do tamanho dessa relação simbiótica entre os fungos e os vegetais, descoberta pelos escoceses, pode ter uma aplicação na agronomia. A ideia agora é fazer com que determinados vegetais “incentivem” outros a crescer, proteger-se ou aumentar sua produtividade.

O próprio Dr. Johnson já havia comprovado, através de outros trabalhos, que o feijão liberava químicos voláteis para combater o ataque de pulgões. O que ele não sabia, porém, era se a mensagem podia se espalhar e ser assimilada por outra planta – o que parece ser possível, a partir desse novo experimento.
 

Agrolink
Autor: Leonardo Gottems

Com falta de soja nos EUA, agosto/13 passa dos US$ 15 e mercado fecha em alta

Na sessão desta segunda-feira (22), a soje encerrou os negócios com forte alta na Bolsa de Chicago. O contrato agosto terminou o dia valendo US$ 15,20 por bushel, com alta de 29,50 pontos. O setembro/13 também subiu mais de 20 pontos e terminou com US$ 13,48 por bushel. 
Os holofotes do mercado ainda estão voltados para a escassez de soja nos Estados unidos que continua preocupando os investidores e os importadores e, por consequência, dando sustentação ao mercado. Nesse cenário, de uma relação de oferta e demanda cada vez mais ajustada, o mercado tem o papel de racionar as compras por meio de preços mais altos. 
"O movimento do mercado é positivo muito mais apegado à disponibilidade baixa de soja que se tem nesse momento", disse Camilo Motter, economista da Granoeste Corretora de Cereais. "Ainda existe algum volume de importações e atividade industrial segue muito forte por conta da demanda por farelo e da retomada da produção de carnes, e é esse quadro de baixa disponibilidade que está sustentando o mercado", completa. 
A notícia das chuvas que chegaram aos Estados Unidos não tiraram a sustentação do mercado, uma vez que vieram mais fracas do que vinha sendo esperado pelo mercado, outro fator de sustentação para as cotações. 
Ao mesmo tempo, como explicou o analista de mercado Mauricio Correa, do SIMConsult, algumas especulações de que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) estaria superestimando a área plantada de soja deste ano atuaram como catalisadores para as altas registradas nessa sessão. 
Ainda sobre a nova safra, o mercado conta também com a expectativa de uma redução na classificação das lavouras no relatório de acompanhamento de safra do USDA desta segunda devido às altas temperaturas da semana passada e do início de desenvolvimento das lavouras. "O mercado espera uma baixa de 2 a 3 pontos percentuais", disse Correa. 
As expressivas foram registradas também no mercado futuro do farelo de soja nesta segunda-feira, o qual chegou até mesmo a bater os valores de limite de alta durante o pregão. O farelo, de acordo com o analista, tem sido um dos atuais grandes direcionadores das altas do grão na CBOT devido a escassez. 
"Sim, muito se fala de clima, mas verdade é que a escassez deve fazer com que o mercado  busque níveis mais elevados, os mesmos níveis em que maio e julho chegaram, em torno de US$ 15,50", disse o analista.
Milho e Trigo - Na contramão do expressivo avanço da soja, o mercado do milho e do trigo fecharam o dia em campo negativo. Ambas as culturas refletiram uma ligeira melhora do clima no país e recuaram na sessão desta segunda-feira (22). 
Além disso, as expectativas para os próximos 10 dias indicam chuvas para o Meio-Oeste, o que deve criar um ambiente mais favorável para o desenvolvimento das lavouras da nova safra norte-americana. 

Fonte: Notícias Agrícolas // 

sábado, 20 de julho de 2013

Comercializados 61% dos Contratos de Opção para o MT

Mais 11.299 Contratos de Opção de Venda (COV) de milho destinados ao estado de Mato Grosso (Aviso 116) foram comercializados nesta sexta (19) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A quantidade representa 61,01% do total dos títulos ofertados (18.520).

        A operação ocorre no âmbito da Portaria Interministerial 330, de 22 de maio de 2013, que estabelece a oferta e a aquisição de prêmios por produtores rurais, para que tenham garantia de venda do produto ao governo, a preços justos e por um prazo determinado, caso o preço de mercado esteja abaixo do mínimo.

        A operação também possibilita à Conab a formação de estoques públicos do grão. O preço de exercício para MT é de R$ 15,12/60kg, enquanto a unidade de medida do contrato é de 27 toneladas, com vencimento no dia 29 de novembro. O governo poderá reduzir o prazo, mediante deduções no valor, para cada mês antecipado. O aporte de recursos federais para esses leilões é de R$ 580 milhões.

Encontrado em: Agrolink

Estudos da Embrapa apontam cautela na antecipação da semeadura de soja em Mato Grosso do Sul

Resultados mostram que o cultivo na região sul do Estado é considerado de risco devido à ocorrência frequente de veranicos e estiagens


Em julho, o Ministério da Agricultura (Mapa) divulgou o período do zoneamento agrícola de riscos climáticos para a cultura da soja, que permanece a partir de 1º de outubro para safra 2013/2014. Segundo o Mapa, o produtor rural que semear a soja antes do período do zoneamento agrícola sofrerá algumas consequências, entre elas o não acesso a algumas políticas agrícolas, como o seguro da lavoura e o Programa Agricultura de Baixo Carbono (Programa ABC).
Como a antecipação da semeadura é uma das reivindicações do setor produtivo, pesquisadores da Embrapa Agropecuária Oeste realizaram estudos baseados no balanço hídrico sequencial diário de dados. São cálculos que estimam a umidade do solo a partir de dados históricos de 35 anos da estação meteorológica da Embrapa Agropecuária Oeste. O objetivo foi analisar os valores médios de água disponível no solo em três épocas de semeadura: 15 de setembro, 1º de outubro e 15 de outubro.
Durante a apresentação dos estudos, realizada em uma reunião na Embrapa Agropecuária Oeste em Dourados (MS), o pesquisador Carlos Ricardo Fietz explicou que a análise foi realizada com cultivares de soja de ciclo semiprecoce, as mais utilizadas na região sul de Mato Grosso do Sul.
De acordo com as pesquisas, "a disponibilidade de água no solo da região na semeadura em 15 de setembro não apresentou diferença estatística em relação a 1º de outubro, mas foi inferior a 15 de outubro", diz a Circular Técnica 22, escrita pelos pesquisadores Carlos Ricardo Fietz, Rodrigo Arroyo Garcia, Éder Comunello e Danilton Luiz Flumignan.
Seguindo o que o Zoneamento Agrícola preconiza, que leva em consideração os parâmetros de clima, solo e de ciclos de cultivares, os resultados dos estudos demonstram que o cultivo da soja na região sul de Mato Grosso do Sul é considerado de risco, inclusive em semeaduras realizadas em períodos recomendados pelo zoneamento agrícola, "devido à ocorrência frequente de veranicos e estiagens", apontou Fietz.
Além disso, os tipos de solos argilosos predominantes da região, com 
características de arenosos, armazenam pouca água, e agravam ainda mais a situação. Por isso, o que a pesquisa preconiza é que o produtor sempre adote práticas que reduzam os riscos de deficiência hídrica, como a semeadura no período recomendado pelo zoneamento agrícola e o uso do Sistema Plantio Direto na palha.
– São atitudes que podem reduzir os índices, mas somente com o uso da irrigação a deficiência hídrica poderá ser plenamente evitada. Portanto, a irrigação da soja é tecnicamente viável na região sul de Mato Grosso do Sul, mas somente em caráter complementar – enfatizou Fietz.
A conclusão dos estudos também mostra que "em condições de sequeiro, a semeadura de soja em setembro, época que geralmente há menor disponibilidade hídrica, deve ser realizada com muita cautela e somente quando os solos estiverem com condições satisfatórias de umidade". Não esquecendo a recomendação do zoneamento agrícola.
EMBRAPA

Safra Norte Americana em Xeque

A melhor época em geral para plantio do milho nos EUA é em abril e para a soja até 15 de maio. E também de maneira geral, os produtores plantam 70% de milho e 30% de soja em suas propriedades, primeiro o milho e na sequência semeiam a soja. Neste ano foi diferente, pois o frio e as chuvas se estenderam até maio prejudicando os plantios.
Assim como em qualquer país, existe um período ideal para o plantio, e a velha máxima que o plantio é 50% de garantia de produção, vale também para os EUA. Sendo assim, o atraso no plantio significa perda de potencial produtivo, mas o interessante é que o USDA não leva isso em consideração.
O plantio foi mais tarde do que o esperado, afinal os EUA tiveram a primavera mais úmida dos últimos anos. Isto eu pude observar, muitos produtores devem ter plantado o milho em junho e vi muita área com soja de 20 dias, ou seja, dá para concluir que o atraso foi de pelo menos 30 dias. E, todos os produtores com quem falamos confirmaram isso.
As consequências esperadas do plantio atrasado para a soja são um menor crescimento, a planta encurta o ciclo e costuma perder produtividade, o que é normal acontecer em qualquer país, embora o USDA ignore o fato, além de regiões inteiras com falhas de plantio, áreas sem plantar e problemas de drenagem.
Em Illinois as lavouras estão muito boas, apesar de não estar chovendo como esperavam. Mas posso afirmar que nos estados de Iowa, Minnesota, Dakota do Sul e Nebraska as lavouras estão médias, sofrendo pela falta de água. E por isso, é fundamental que chova nos próximos dias, uma condição que confirma que o clima mais a oeste dos EUA está complicado de novo.
Não quero ser alarmista e dizer que com isto a safra Americana vai quebrar, mas daí ao USDA dizer que a produtividade será uma das maiores da história, acho otimismo demais. Ainda mais que o clima não está muito positivo e em algumas regiões não chove há 20 dias. E Detalhe, quando pergunto aos produtores, a maioria diz acreditar em quebras de produção.
No geral, as lavouras de soja estão boas, e se chovesse estariam ainda melhores e se olhássemos somente isso, tudo estaria perfeito para os produtores Norte Americanos.  Mas não é só esse o problema, o clima não está perfeito e seu comportamento nos próximos dias irá definir muita coisa. Sem falar no encurtamento do ciclo da cultura da soja que deve roubar alguns sacos por hectare.


Mas para os produtores Norte Americanos a preocupação não é a soja. Esta tem uma capacidade de adaptação e resistência muito grande às adversidades climáticas. Por isso, as perdas no geral são pequenas individualmente. Claro que para o mercado qualquer 5% de quebra tem relevância, afinal estamos falando de 4 a 5 milhões de toneladas. Mas o que tem tirado o sono dos produtores daquele país é o milho.

Como é plantado primeiro, o milho foi o grande prejudicado no plantio. O cereal foi plantado em condições de muita umidade e mesmo com neve ainda em abril, e isto fez com que a safra tivesse problemas de germinação. Como consequência, o milho ficou com a raiz muito superficial, devido ao excesso de umidade no plantio e agora da seca que se estende por mais de mais de 20 dias em algumas regiões.
Além de tudo, o clima seco prejudica a adubação nitrogenada de cobertura do milho. Os produtores nos disseram que o ideal seria ter 50 mm de chuva por semana para o desenvolvimento ideal do milho. Outra grande preocupação dos produtores é com relação à colheita. Como atrasou o plantio, a colheita do milho será numa época que já pode haver geada e muita chuva, o que aumenta o risco de quebras.
Posso afirmar pelo que vi que nada está definido na safra dos EUA, e que a tendência de quedas de produção é real. Mas como dizem os produtores dos EUA, o USDA vai dando as notícias ruins aos poucos, apesar de saberem que os números não são os divulgados. E, constatamos isto no campo, muitas lavouras boas, mas também regiões bastante afetadas.
Agora é importante deixar claro, quedas de produção nos EUA deverão ocorrer, ainda mais com o relatório do USDA confirmando produtividades altas e que não devem se confirmar. Mas o mercado sabe que os cenários atuais não indicam quedas muito acentuadas, a não ser que o clima piore e a colheita complique. E ainda temos que considerar a safra da América do Sul que vem com tudo. Sendo assim, o conselho que fica é: Papai Noel não existe, aproveite as oportunidades de pico de mercado.
Fonte: Glauber Silveira

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Dilma e Marina no segundo turno ou Lula no primeiro? Que tal uma injeção no olho, sem anestesia? Ou: Os pobres ainda não aparece

Uma pausa nas minhas férias para comentar pesquisa Estadão-Ibope de intenção de votos para a Presidência da República. Vocês encontram mais detalhes do portal do jornal. Destaco aqui alguns dados que me parecem relevantes. Também este levantamento, a exemplo de outros que o antecederam, registra a monumental despencada de Dilma Rousseff (PT), que caiu de 58% em março para 30% — no cenário em que aparecem Marina Silva (Rede), Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB). Com esses mesmos nomes, Lula obteria 41% e se elegeria no primeiro turno. Em qualquer dos casos, quem mais ganhou eleitores entre o levantamento de março e o de agora é Marina: com Dilma na disputa, ela salta de 12% para 22%, Aécio passa de 9% para 13%, e Campos, de 3% para 5%. Quando o nome do PT é Lula, a ex-ministra do Meio Ambiente fica com 18%, e o senador tucano, com 12%. Em qualquer cenário, a ex-senadora petista fica em segundo lugar. Num eventual segundo turno entre as duas, há empate: 35% para Dilma contra 34% para Marina.
É claro que eu não gosto do resultado, mas ele traduz, sim, o espírito das manifestações de rua, que, sabem vocês, nunca foi do meu agrado. Os números apontam para duas perspectivas para mim horripilantes: a que garantiria a vitória de Lula no primeiro turno e a que permitiria uma disputa, em segundo, entre Dilma e Marina Silva. Nesse caso, ocorreria o que chamo de choque de obscurantismos — o deste mundo (Dilma) contra o do outro mundo (Marina). Sei que ainda não há campanha na TV; que a petista tende a ter um latifúndio de tempo, contra alguns segundos da sua eventual adversária e coisa e tal… A diferença pode fazer diferença no primeiro turno; no segundo, tudo se iguala. Uma Marina Silva falando contra a política tradicional, emprestando-se ares de Davi contra a Golias da Maldade, do “tostão contra o milhão”…Ah, meus caros, a chance de um desastre dessas proporções de realizar é imensa!
E há, como se constata, a chance de Lula entrar na jogada. E cumpre não descartar essa possibilidade. Em palestra para estudantes da Universidade Federal do ABC, ele reiterou que sua candidata é Dilma e coisa e tal, mas avisou: não está doente coisa nenhuma! Sendo ele quem é, não é o tipo de desmentido que se deva ignorar. “Ah, ele só está corrigindo uma informação…” Não quando se é Lula e quando vemos o patrimônio eleitoral do PT se desmanchar. É uma tolice supor que ele possa mesmo estar fora da jogada. É preciso ignorar a natureza do petismo para supor que o partido caminharia para uma derrota eleitoral certa ou para uma disputa de máximo risco. Se preciso, Lula volta à cena, sim, senhores!, pouco importa o seu real estado de saúde. Se puder fazer uma campanha mínima, isso basta.
Não, não… O resultado eleitoral das ruas buliçosas não é nada bom. No cenário em que Lula (38%) é candidato e em que aparecem Joaquim Barbosa (6%) e Marina Silva (17%), a soma desses três nomes alcança 61%. Nesse caso, o tucano Aécio Neves obtém apenas 12% — índice que se repete em dois outros; o máximo que atingiu foi 13%. Isso significa que o único nome identificado com a oposição obteve bem pouco ganho com a derrocada de Dilma. Como se explica? O movimento das ruas, ainda que assentado, às vezes, em causas as mais meritórias, é, infelizmente, contra a política. E Marina Silva é muito mais eficiente do que todos os seus adversários na arte de fingir de que faz outra coisa que não… política!
E os pobres?
Tomei aqui algumas pancadas porque escrevi que, até agora, os pobres não foram às ruas. Pancadas, acho eu, injustas porque eu não estava desqualificando nada. Fazia um registro para entender a realidade e não alimentar falsas ilusões. A pesquisa Ibope evidencia que a minha observação era pertinente. O movimento das ruas fez quase dobrar o índice de Marina. Agora vejam este número: Marina tem 44% das intenções de votos de quem ganha mais de 10 mínimos, contra apenas 19% de Dilma – em março, era o contrário: 43% a 18% em favor da petista. Já entre os que ganham até um mínimo, a presidente alcança 43%, contra apenas 13% da ex-ministra.
Os números estão aí. Reproduzo na íntegra, titulo incluído, um post que publiquei no dia 28 de junho. E volto aos dias de hoje para encerrar:
Não tem pobre na rua mesmo, ué! Por que a braveza? Ou: Existe um jeito de combater a esquerda que só a fortalece
No fim do debate de ontem da VEJA.com (assista ao vídeo), afirmei que “não há pobres nas ruas”. Algumas pessoas ficaram bravas. É possível que tenham entendido tudo errado. Disse isso no contexto em que sustentei que Lula é um dos vitoriosos dessa jornada infeliz porque voltou ao jogo sucessório. E não precisou fazer muita coisa para isso. Sua candidatura em 2014 é debatida a céu aberto no PT.
Fazer o quê? As pesquisas estão aí. Os miseráveis e os muito pobres não estão nas ruas. Lula fala com eles melhor do que qualquer grupo portando cartolinas. E já se articula freneticamente para fazer o que mais sabe: jogar brasileiros contra brasileiros. Os 52 milhões que são tocados, de algum modo, pelo Bolsa Família estão cantando e andando para o Passe Livre ou para protestos como “Hospitais Padrão Fifa”.
Alguns bobos acham — justo eu??? — que estou colaborando com o petismo quando faço essa crítica. Bobagem! Eu estou fazendo um alerta. Há motivos, sim, para protestos, mas não para esses ensaios meio grotescos de insurreição popular. “Ah, mas se tudo andasse às mil maravilhas…” Olhem aqui: com o processo de demonização da polícia a que assistimos, esse desdobramento era óbvio e cheguei a antevê-lo aqui. Pura lógica. Há mais causas contingentes do que de fundo. A economia vai mal, mas a ruindade ainda não chegou às ruas com esse força. Reconhecer a realidade ajuda a gente a não errar…
É claro que o PT mobilizará seus aparelhos ou para fazer frente a essa onda ou, como é mais provável, para surfar nela. Afinal, é o que estão fazendo hoje parlamentares, o governo federal e até ministros do Supremo. Quando a equação incluir os pobres, aí vamos ver. A torção à esquerda da política já se deu. Uma coisa é certa: enquanto o incentivo ao vandalismo (ver post anterior) for chamado de “movimento pacífico infiltrado por baderneiros”, os baderneiros continuarão a serviço do suposto “movimento pacífico”.
Será que eu “petizei”? Não é isso, não! Nunca esses caras me provocaram mais repulsa! É que existe um modo de combatê-los que os enfraquece, e existe um modo de combatê-los que os fortalece. Os métodos até agora empregados e incensados atuam contra a racionalidade administrativa, o estado democrático e a sociedade de direito. E quem conhece essa praia são as esquerdas, antes e depois do Facebook.
Encerro
Marina é de esquerda, ainda que modernosa. E é do pior tipo. Finge ser vegetariana, ou herbívora, para que possa ser mais eficientemente carnívora.
Pronto! Agora volto à minha viagem ao século 15, antes que o Brasil retorne ao… 19!
Por Reinaldo Azevedo - 


Feijão – Excesso de chuvas compromete produtividade das lavouras no PR; perdas chegam a 80%

Feijão: Com excesso de chuvas, perdas na produtividade chegam a 80% em Goioerê (PR). Nas áreas mais atingidas os produtores colheram 25 sacas por alqueire, enquanto em outras localidades o número foi de 100 sacas por alqueire. Na região, a saca do feijão é negociada a R$ 85,00, valor que cobre apenas os custos com a colheita do grão.


As chuvas excessivas, especialmente, na última semana do mês de junho prejudicaram a qualidade da segunda safra de feijão do Paraná. Na região de Goioerê (PR), com o término da colheita, os produtores contabilizam as perdas, que podem chegar a 80%.
Na propriedade de cerca de 40 alqueires do produtor rural, Paulo Zaeli, em áreas menos atingidas pelas precipitações foram colhidas entre 80 a 100 sacas por alqueire. Em contrapartida, em outras localidades, menos afetadas, o número alcançou 25 sacas por alqueire.
“A expectativa era colher em torno de 6 mil sacos por alqueire e colhemos 1000 sacos. Os prejuízos são de quase 100% e o valor em que está sendo negociado a saca, por volta de R$ 85,00, só cobre os custos com a colheita. Não há o que fazer, temos aguardar os compradores. Temos prejuízos tanto na produtividade como na comercialização”, afirma o produtor.
De acordo com o último boletim do Deral (Departamento de Economia Rural), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado do Paraná, a produção da segunda safra de feijão deverá somar 421.515 toneladas. O número representa um aumento de 22% em comparação à safra anterior, na qual, foram colhidas 344.979.
Do mesmo modo, a área cultivada também registrou um incremento de 10%, ocupando 246.309 hectares, frente aos 224.768 hectares no ciclo anterior. Ao todo, já foi colhida 99% da área projetada para o estado até a última segunda-feira (15), ainda conforme informações do departamento.

Soja: Movimento técnico justifica fechamento positivo nesta 6ª feira



Nessa sexta-feira (19), os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago fecharam a última sessão da semana do lado positivo da tabela. O mercado conseguiu sustentar sua recuperação após uma sessão bastante volátil. O contrato agosto/13 tenta se aproximar dos US$ 15 e encerrou os negócios com alta de 21,50 pontos, valendo US$ 14,90/bushel.
Segundo explicou o analista de mercado Glauco Monte, da FCStone, os investidores, frente ao final de semana, buscaram se posicionar melhor e compraram algumas posições depois das expressivas baixas registradas nos últimos dias. O movimento, portanto, deu sustentação aos preços, principalmente no curto prazo.
Outro fator que dá suporte aos vencimentos mais curtos é o quadro de fundamentos, que permanece positivo. A demanda pela pouca soja disponível é muito grande e os estoques norte-americanos estão cada vez mais apertados.
Por outro lado, as previsões climáticas para os Estados Unidos se mantêm favoráveis e para grande parte das regiões produtoras dos EUA e isso exerce ainda algum impacto negativo sobre os preços, segundo analistas. “Então, os mercados ficam indecisos entre a safra velha e safra nova”, afirma Paulo Molinari, analista de mercado da Safras & Mercado.
Outro fator de alta para os preços das commodities hoje foi a queda do dólar. A desvalorização da moeda norte-americana acaba atuando como uma ajuda para a alta dos preços uma vez que melhora a competitividade dos produtos dos EUA.