quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Soja e milho têm dia de baixa na CBOT com chuvas no Meio-Oeste dos EUA

Os futuros da soja e do milho negociados na Bolsa de Chicago fecharam a sessão regular desta quinta-feira (22) com expressiva baixa. Os vencimentos mais negociados de ambos os mercados recuaram mais de 17 pontos. O principal fator de pressão para os preços neste pregão foram as chuvas que chegaram a importantes estados produtores do Meio-Oeste dos Estados Unidos. Segundo analistas e meteorologistas, foram chuvas de pouco volume, entretanto, aliviaram os temores que vinham sendo causados pelo clima muito quente e seco podendo prejudicar a produtividade das lavouras norte-americanas. Entretanto, a previsão é de que o tempo se mostre mais seco novamente. Choveu nos estados de Nebraska, Kansas, Iowa, Wisconsin e Minnesota e há ainda a possibilidade de chuvas para Illinois. "No porte em que as chuvas aconteceram em Iowa, Kansas e Nebraska são bastante favoráveis", disse Paulo Molinari, analista de mercado da Safras & Mercado. Ao mesmo tempo em que o mercado observa o comportamento do clima nos Estados Unidos, aguarda ainda pelos números que serão divulgados pelo Crop Tour Pro Farmer. Para Molinari, caso esses números venham acima das últimas estimativas do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), o mercado pode ser ainda mais pressionado. "A grande dúvida é Iowa e Illinois, onde eles estão entrando nesse encerramento de semana. Iowa recebeu menos chuvas em julho e agosto, então nós teremos mesmo que aguardar para ver esse levantamento de Iowa, mas, a princípio, a expectativa é de que os números fiquem um pouco acima dos USDA", disse Molinari. Para Daniel D'Ávilla, analista da corretora New Edge, de Nova York, os próximos passos do mercado internacional de soja e milho deverão ser definidos pelas condições climáticas e pelas informações do Crop Tour. os números iniciais trazem menor rendimento para alguns estados enquanto indica números acima da média para outros e isso tem contribuído para a volatilidade dos preços. “E vale lembrar que a soja norte-americana foi semeada com duas semanas de atraso, em função das adversidades climáticas. Então, a primeira semana de setembro será importante em termos de clima, pois se tivermos chuvas no final desse mês será essencial para a produção do país”, diz o analista. Além das informações sobre a produção norte-americana, o que também pesou sobre as commodities agrícolas nesta quinta-feira (22) foi a alta do dólar índex. “O dólar tem uma relação inversa aos preços das commodities, quando a moeda está forte, o pessoal acaba vendendo no mercado", explica. Por outro lado, ainda no cenário financeiro, o mercado contou com boas informações vindas da economia chinesa, que apontou seu Índice Gerente de Compras (PMI) em 50,1 pontos frente às expectativas de 48,2 pontos e acima também do registrado em julho de 47,7 pontos. Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

Milho – Aumento na procura impulsiona cotações do cereal no MS

A colheita do milho safrinha entra na reta final no Mato Grosso do Sul. Segundo levantamento realizado pela Aprosoja-MS, cerca de 85% da área cultivada no estado já foi colhida. No município de Rio Brilhante, os produtores já conseguiram finalizar a colheita da segunda safra. O produtor rural da cidade, Eurípedes Mario Dutra, diz que os agricultores que semearam o grão entre os dias 28 de fevereiro e 5 de março estão colhendo uma boa produção, apesar das geadas tardias e o tempo mais seco, que atingiram as lavouras. Em média, os produtores estão colhem entre 70 e 80 sacas de milho por hectare. “Temos a melhor média dos últimos 7 anos”, afirma. Assim como no estado do Mato Grosso, os produtores sul-mato-grossenses também utilizam os silos bolsas para armazenar a produção. Dutra explica que, com o uso dos silos os agricultores conseguem reduzir os custos com o frete e armazenagem. Por outro lado, os preços do cereal que até a última semana estavam mais baixos, em torno de R$ 13,80 a saca, já apresentaram uma valorização e, atualmente, o produtor consegue negociar a saca disponível a R$ 17,00. O aumento na procura pelo milho tem impulsionado as cotações na região. “Além disso, temos perdas em alguns estados, em função das geadas, especialmente no PR e RS. A situação do mercado eletrônico, Chicago, também reflete nos preços, assim como a relação entre a oferta e procura”, ressalta o produtor. Frente a esse cenário, os produtores comercializam a safra conforme a necessidade, já que esperam preços mais altos. “Todo mundo vende um pouco e com uma produtividade em torno de 80 sacas por hectare e cotações à R$ 17,00, conseguimos cobrir os custos de produção”, relata Dutra. Fonte: Notícias Agrícolas // Fernanda Custódio

terça-feira, 20 de agosto de 2013

domingo, 18 de agosto de 2013

Fiscais do Mapa fecham estabelecimento de bebidas

Cerca de 6.400 litros de aguardente de cana foram apreendidos, nesta quarta-feira (14), em um alambique clandestino no distrito de Ibiapaba, município de Cariacica (ES). As amostras dos produtos recolhidos foram encaminhadas ao Laboratório Nacional Agropecuário (Lanagro) do Goiás para análise físico-química. O diretor do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal do Ministério da Agricultura, Pecuário e Abastecimento (Dipov/Mapa), Ricardo Cavalcanti, explica que o estabelecimento funcionava de maneira inadequada. “Os profissionais verificaram que os equipamentos para moagem da cana estavam sem condição de uso, os produtos eram envasilhados em garrafas impróprias e o ambiente não possuía nenhum tipo de higiene.”, disse. A fiscalização foi feita por fiscais federais agropecuários do Serviço de Inspeção e Sanidade Vegetal da Superintendência Federal de Agricultura do Espírito Santo devido a uma denúncia anônima. Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

domingo, 11 de agosto de 2013

Dólar no maior patamar dos últimos anos deixa em alerta o agronegócio

O comportamento do dólar comercial diante do real acendeu um sinal de alerta no setor do agronegócio brasileiro. De um lado estão os exportadores, que com a valorização da moeda norte-americana, tem seus produtos mais valorizados. No entanto, do outro lado, estão os importadores que são obrigados a enfrentar a pressão sobre os custos, principalmente, dos fertilizantes e defensivos utilizados nas lavouras do país são importados. De janeiro a abril deste ano, o dólar operou na casa dos R$ 2,00. No fim de abril e início de maio, a divisa entrou em elevação e, em agosto, alcançou o maior patamar dos últimos quatro anos: R$ 2,30. Só em 2013, a valorização passa de 12%. Analistas de mercado apostam na tendência que o dólar ultrapasse o patamar atual e chegue e R$ 2,40 nos próximos meses. Com isso, os ganhos que os produtores poderiam ter com o aumento das cotações do dólar foram, em parte, prejudicados pela queda dos preços das principais commodities no exterior. No entanto, o cenário só não é tão negativo porque o aumento do dólar favorece a competividade dos produtos brasileiros no mercado internacional. A expectativa dos especialistas é de que as intervenções do Banco Central, por meio de swaps e leilões, se tornem mais frequentes até o fim do ano devido à tendência de alta da moeda. AF News

Soja em baixa à espera do relatório do USDA – Análise Agrolink

por Leonardo Gottems A Bolsa de Cereais de Chicago registrou nesta sexta-feira (09.08) baixa de 15 centavos de dólar no preço da soja nos contratos de Agosto deste ano. O mercado abriu positivo, mas ao meio-dia o spread da safra velha versus nova entrou em colapso, afundando o mercado. Traders observaram um volume leve de negociação e posicionamento frente ao fim de semana que antecede o relatório do USDA na próxima segunda-feira. O mercado espera um declínio na produção e estoques finais 2013/14. Isso contraria a classificação favorável da safra até agora, com o clima de agosto como fator determinante quando se trata de potencial de rendimento. Até agora, o clima tem sido bastante favorável aos rendimentos, mas muitas plantações na porção noroeste do Corn Belt permanecem bem atrasadas no crescimento. Agrolink Autor: Leonardo Gottems

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

“Produtor está antecipando compra de insumo para fugir do caos logístico”

O caos logístico instalado no Brasil tem alterado os hábitos e o planejamento do produtor rural, revela Eduardo Daher , diretor da Andef (Associação Nacional de Defesa Vegetal). “Estamos observando uma antecipação da sazonalidade na compra de insumos”, disse o dirigente em entrevista exclusiva ao Portal Agrolink durante o 12º Congresso Brasileiro do Agronegócio, em São Paulo. “O que o governo não resolve, o produtor acaba tendo que fazer – por necessidade. Pelo pavor do apagão logístico, o agricultor está reprogramando para adquirir tudo antes. Antes tínhamos uma relação de 30% de compra no primeiro semestre e 70% no segundo. Agora, essa relação está em 45% por 55%. E a tendência é de linearidade”, adiantou Daher. “Isso porque está se fazendo o ‘frete-retorno’, ou seja: se traz um adubo e já se aproveita o transporte para mandar um defensivo, por exemplo. O setor está capitalizado, até pela seca na safra passada nos Estados Unidos, e por isso o produtor pode se antecipar na programação”, explica ele. Agrolink Autor: Leonardo Gottems